Sum�rio
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5.1 Instala��es de armazenagem
5.2
Gest�o do armaz�m
5.3
Refer�ncias liter�rias
Devido �s profundas altera��es ocorridas no �mbito social e econ�mico (p.ex. expans�o do com�rcio de produtos aliment�cios, fornecimentos de recursos aliment�cios, urbaniza��o crescente), aumentou constantemente a quantidade e a import�ncia dos armaz�ns centrais em todos os pa�ses. Estes armaz�ns eram geralmente controlados por oficinas estatais. Ajustes estruturais em muitos pa�ses. levaram a uma redu��o substancial das quantidades de produtos aliment�cios armazenados para casos de emerg�ncia, mas a armazenagem a prazo m�dio ou longo continuam ocupando um lugar muito importante no abastecimento da popula��o com alimentos de base.
5.1 Instala��es de armazenagem
Parece muito evidente que uma s�rie de instala��es que se encontram nos pa�ses. tropicais e subtropicais n�o s�o apropriadas para uma armazenagem que possa garantir a manuten��o da qualidade dos produtos armazenados ou limitar as perdas dos mesmos.
Apesar de existir modelos apropriados de armaz�ns enquanto ao material de constru��o, instala��es de arejamento, e caracter�sticas arquitect�nicas favor�veis, foram estes muito pouco considerados. Isto pode ser observado at� nas constru��es mais recentes.
As estruturas de armazenagem descritas nos pr�ximos par�grafos s�o encontradas frequentemente em regi�es quentes. O potencial de uso para cada tipo e os inconvenientes principais s�o real�ados no texto.
- Hangares de chapa ondulada
Os hangares de chapa ondulada de f�cil constru��o, feitos de elementos prefabricados, ser justifi�veis no caso de uma armazenagem de emerg�ncia a curto prozo. Este tipo de constru��o � inadequada para uma armazenagem a longo prazo devido �s dificuldades de controlo das condi��es clim�ticas e aos problemas de condensa��o.
- Silos de pl�stico flex�vel
Nas zonas �ridas, pode-se utilizar para a armazenagem em sacos de cereais produzidos no lugar e destinados a constituir as reservas de seguran�a, silos de pl�stico flex�vel. Para evitar problemas de condensa��o, �condi��o pr�via que o produto esteja completamente seco (aproximadamente 10% de teor em humidade) no momento da armazenagem.
No caso de abastecimentos de produtos aliment�cios provenientes de zonas temperadas ou produtos com um teor em humidade mais alto, podem-se utilizar silos de pl�stico somente para casos de emerg�ncia e por per�odos curtos devido a que existem os mesmos problemas que para as constru��es de chapa ondulada. Os silos desse tipo s�o adequados para a fumiga��o mas n�o s�o adequados como armaz�ns intermedi�rios devido ao longo procedimento de enchimento e � sua fragilidade.
- Conserva��o de sacos em armaz�ns
Contanto que sejam respeitadas as exig�ncias de armazenagem fundamentais, o sistema de conseva��o de sacos em armaz�ns bem concebidos � perfeitamente adaptado �s zonas tropicais e subtropicais. Este sistema � f�cil de controlar, barato, eficiente e bem adaptado � infra-estrutura existente na maioria dos pa�ses. � um tipo de sistema que presente um m�nimo de riscos no referente � conserva��o de reservas de seguran�a a longo prazo.
- Armazenagem do produto avulso
A armazenagem do produto avulso em armaz�ns e silos � um sistema cuja vantagem principal reside na manuten��o r�pida e f�cil dos produtos armazenados. Este sistema possibilita medidas para o combate de pragas relativamente simples e eficientes e facilita consideravelmente os problemas de transporte. Os silos de transito como os que se encontram nos portos s�o t�picos para este tipo de sistema. O sistema de armazenagem avulso, que � relativamente sofisticado, exige determinadas qualidades de ger�ncia, particularmente no referenta � preven��o de perdas como consequ�ncia de gr�os h�midos e de problemas de condensa��o.
Para ser eficaz, a armazenagem do produto avulso em silos requer a disponibilidade dos meios correspondentes (manuten��o, servi�o, energia). As despesas de armazenagem do produto avulso s�o geralmente maiores que as de uma armazenagem em sacos. A constru��o dos silos requer al�m disso investimentos consideravelmente maiores que os necess�rios para um armaz�m de sacos com uma capacidade compar�vel. �necess�ria uma rota��o anual m�nima que excede consideravelmente a capacidade efectiva dos silos, o que faz que esse tipo de instala��es n�o seja rent�vel para uma armazenagem a longo prazo. Na Rep�blica Federal da Alemanha, por exemplo, considera-se que um silo toma-se rent�vel a partir de 13 rota��es por ano.
Em pa�ses em vias de desenvolvimento, o sistema de armazenagem do produto avulso pode ganhar em import�ncia a longo prazo se as condi��es de infra-estrutura e a ger�ncia permitem a introdu��o de um tal sistema.
- Armazenagem ao ar livre
A armazenagem ao ar livre � utilizada como solu��o de emerg�ncia a curto prazo. Nesse caso, o produto deve sempre ser depositado sobre paletas para evitar a introdu��o da humidade pelo solo. Podem-se utilizar tamb�m lonas sobre o solo ou plataformas de bet�o para proteger o produto armazenado, devendo-se utilizar mais tarde esses meios de qualquer maneira para a fumiga��o. As pilhas tamb�m devem ser cobertas com lonas para que sejam protegidas da intemp�rie.
Para decidir em favor de um ou do outro sistema deve-se considerar as vantagens e os inconvenientes de cada um deles e as condi��es gerais existentes no pais em quest�o. Al�m disso, a armazenagem deve ser vista como sendo s� um dos elementos na enfiada de abastecimento entre o produtor e o consumidor e cada sistema de armazenagem seja qual seja deve ser integrado �s estruturas existentes ou deve ser adaptado �s mesmas.
5.1.1 Instra��es para a constru��o de armaz�ns
Devido a que cometem-se muitos erros na constru��o de armaz�ns de tamanho m�dio e grande, intenta-se dar aqui instru��es de base para erguer armaz�ns que oferecem as caracter�sticas �ptimas para a armazenagem de gr�os e outros produtos aliment�cios.
5.1.1.1 S�tio e orienta��o
� Um sitio elevado e um bom sistema de drenagem cuidam de que n�o fique �gua estagnada na proximidade dos armaz�ns.
� Orientando o armaz�m com o seu lado longitudinal em direc��o ao eixo leste-oeste (menos radia��o de sol sobre o armaz�m) ou de trav�s �direc��o principal do vento, podem ser obtidas condi��es de temperatura ideais, reduzindo-se assim o perigo de condensa��o.
� Um terreno firme e boas conex�es � rede de rutas, facilitam a entrega e o transporte do produto.
5.1.1.2 Caracter�sticas gerais de constru��o
� Um m�ximo de quatro �ngulos, ao igual que uma disposi��o simples e racional da constru��o, sem mais �ngulos, pilares, postes, janelas ou portas que o necess�rio, facilitam o trabalho e especialmente a limpeza e dificulta a entrada e a estadia de pragas.
� A localiza��o separada dos escrit�rios e das instala��es sanit�rias possibilitam efectuar fumiga��es e tomar medidas para o combate de pragas sem riscos para o pessoal.
� A armazenagem separada dos pesticidas, fertilizadores e outros materiais similares evita efeitos nocivos sobre o produto armazenado e melhora a higiene de armazenagem.
5.1.1.3 O soalho
� Um soalho a uma altura de 1 m acima do solo com uma rampa evita que a humidade do solo penetre no armaz�m, protege as paredes e as portas dos danos ocasionados por ve�culos e simplifica a carga e descarga dos cami�es.
� Uma barreira de vapor evita que a humidade do solo suba. Um m�todo apropriado consiste em colocar uma folha de polietileno de uma espessura de pelo menos 0.2 mm, ou uma camada de 5 cm de betume no soalho e nos primeiros 25 cm das paredes.
� Uma superf�cie suficientemente resistente para aguentar a carga prevista evita a forma��o de fissuras.
� Uma superf�cie lisa, sem fissuras ou buracos � f�cil de limpar e n�o oferece tantas possibilidades de esconderijos para os insectos.
5.1.1.4 As paredes
� Pilares de sustenta��o integrados aos muros facilitam a higiene.
� Uma superf�cie lisa, sem fissuras, tanto no interior como no exterior, n�o oferece possibilidades de esconderijos �s pragas. At� os buracos mais min�sculos devem ser fechados.
� Uma camada de pintura branca, imperme�vel � �gua e, se for poss�vel, plastificada, reflecte a radia��o do sol e prevem a penetra��o da humidade.
� Paredes de chapas onduladas s�o inadequadas devido �s diferen�as de temperatura que elas ocasionam dentro do armaz�m.
5.1.1.5 O telhado
� Devem-se prever cantos de telhado que sobressaiam de pelo menos 1 metro das paredes para proporcionar sombra e para proteger as paredes contra a chuva.
� Cantos de telhado que sobressaim de pelo menos 2-3 metros acima das portas possibilitam a carga e descarga de ve�culos quando chove.
� Liga��es herm�ticas entre o telhado e as paredes evitam a entrada de insectos e p�ssaros.
� A presen�a de um isolante debaixo do telhado no caso de chapa ondulada reduz o efeito da radia��o solar e cria uma melhor temperatura de armazenagem. N�o obstante, o material isolante pode oferecer esconderijos para as pragas, dificultando a higiene do armaz�m.
� As chapas de alum�nio ou de concreto fibroso n�o aquecem tanto como as de chapa ondulada e criam melhores temperaturas de armazenagem.
� Goteiras conectadas a um sistema de drenagem permitem a evacua��o das �guas protegendo as paredes e o fundamento da humidade no caso de chuva.
5.1.1.6 Portas
� Uma porta por front�o � geralmente suficiente.
� Portas com batentes de fecho herm�tico evitam a entrada de roedores. Portas corredi�as deixam sempre uma fenda entre a porta e o muro. Uma fenda de 6 mm � suficiente para deixar entrar um rato. Portas rolantes s�o sens�veis � corros�o, elas enferrujam e tomam-se defeituosas com o tempo.
� As portas de metal s�o mais resistentes contra danos ocasionados por roedores. As portas de madeira deveriam ser protegidas na sua parte inferior com uma placa de chapa de a�o de uma altura de pelo menos 50 cm.
5.1.1.7 Aberturas de arejamento
� Aberturas de arejamento com chapeletas que podem ser reguladas possibilitam um arejamento controlado e a evacua��o do calor do armaz�m. Aberturas de arejamento deveriam ter um tamanho de:
0.5 m�/100 m� de superf�cie de armazenagem para o ar que entra (aberturas de arejamento inferiores) e
1.5 m�/100 m� de superf�cie de armazenagem para o ar que sai (aberturas de arejamento superiores).
As aberturas de arejamento inferiores deveriam se encontrar aprox. 1/2 metro acima do soalho, os superiores aprox. 1/2 metro debaixo do telhado nos dois lados do armaz�m.
� Aberturas de arejamento que fecham herm�ticamente permitem enevoar o armaz�m com insecticidas.
� A presen�a de gaza met�lica e grades nas aberturas de arejamento evitam a entrada de insectos, roedores e p�ssaros.
� Uma cobertura de protec��o sobre as aberturas de arejamento evita a penetra��o da �gua de chuva.