Mesmo respeitando todas as medidas preventivas, n�o � sempre poss�vel evitar uma infesta��o de roedores. As medidas de combate s�o um requerimento b�sico para reduzir os danos a um m�nimo Quanto mais cedo se come�a o combate contra os roedores, melhores s�o as possibilidades de �xito. Antes de tomar qualquer medida de combate, deve-se proceder a uma an�lise da situa��o.
11.7.1 An�lise da situa��o
Para ter as melhores perspectivas de sucesso no combate contra os roedores, deve-se responder �s perguntas seguintes:
� Quais s�o as esp�cies de roedores que est�o causando danos ao produto?
� Qual � o grau aproximativo de infesta��o (estima��o das perdas)?
� Qual � o alcance da infesta��o? Se for necess�rio, deve-se trabalhar neste ponto junto com os vizinhos
� Quais s�o os lugares exactos de maior actividade dos roedores?
� Por onde passam os itiner�rios, aonde se encontram as tocas e os ninhos?
� Em qu� estado se encontram o armaz�m e os arredores?
Uma planifica��o correcta das medidas de combate s� pode ser efectuada depois de responder a essas perguntas
Dependendo do grau de infesta��o, podem ser tornadas as medidas de combate seguintes:
- Baixo n�vel de infesta��o:
� Trapas
� Gatos
� Utiliza��o de venenos cr�nicos
- Alto n�vel de infesta��o:
� Utiliza��o de venenos agudos
11.7.2 Aplica��o de medidas de combate n�o qu�micas
11.7.2.1 Trapas
A utiliza��o de trapas s� � eficiente se o nivel de infesta��o � baixo Existem diferentes tipos de trapas Distingue-se entre as trapas mortais e as que capturam os animais vivos Na utiliza��o de trapas, deve-se prestar aten��o aos pontos seguintes:
- Coloque as trapas ao longo dos muros, nos itiner�rios ou em outros lugares frequentados pelos roedores!
- Controle as trapas diariamente! Retire eventuais animais mortos e limpe a trapa!
11.7.2.2 Gatos
Os gatos podem ajudar a combater os roedores. N�o obstante, deve-se mencionar neste lugar que os gatos mesmos podem significar um problema higi�nico nos armaz�ns se n�o forem tomadas as precau��es suficientes.
11.7.3 Utiliza��o de meios qu�micos para o combate dos roedores
A efici�ncia dos roedicidas depende das condi��es de armazenagem, sobretudo ao n�vel da higiene nos armaz�ns. Antes da utiliza��o dos roedicidas, devem ser tomadas todas as medidas preventivas necess�rias para evitar uma reinfesta��o.
Existem dois grupos de roedicidas:
� os venenos agudos
� os venenos cr�nicos
Os venenos agudos s�o utilizados s� no caso de uma popula��o de roedores muito grande, ou seja quando o objectivo � a redu��o r�pida do grau de infesta��o. Subsequentemente, os venenos cr�nicos ou outros m�todos devem ser utilizados para continuar o combate.
11.7.3.1 Venenos agudos
- Propriedades
Os venenos agudos s�o de efeito r�pido devido � sua alta toxicidade, o que significa que os roedores morrem imediatamente. Ao utilizar este tipo de venenos, encontram-se os corpos dos roedores mortos dentro do armaz�m e nos arredores do mesmo Estes cad�veres devem ser retirados e queimados.
N�o obstante, os venenos agudos n�o agem de forma selectiva. Isto significa que representam um risco tamb�m para outros seres vivos Por isso, deve-se ter muito cuidado ao utilizar venenos agudos
Eles n�o devem voltar a ser utilizados no mesmo lugar at� n�o ter passado pelo menos seis meses Estima-se que os roedores necessitam aproximadamente esse per�odo de tempo para vencer a sua avers�o frente �isca (veja-se sec��o 11.7.3.6).
- Produtos
Fosfuro de zinco � o veneno agudo de maior utiliza��o no mundo. Ele �relativamente barato e o seu efeito � bom e r�pido, sempre que for aplicado correctamente. O fosfuro de zinco deve ser misturado a isca numa concentra��o de 2.5%.
Existe toda uma s�rie de outros venenos agudos, mas eles presentam inconvenientes em compara��o com o fosfuro de zinco, al�m de ser proibidos em muitos pa�ses devido aos seus efeitos secund�rios.
- Aplica��o dos vesenos agudos
Ao aplicar o fosfuro de zinco, devem ser observadas todas as medidas de precau��o (veja-se sec��o 11.8) e proceder da forma seguinte:
- Fazer um plano da �rea e do armaz�m e marcar os pontos de posicionamento das iscas!
- Assegurar-se de possuir suficiente quantidade de recept�culos para as iscas!
- Preparar suficiente quantidade de iscas sem veneno para pr�-iscar (veja-se sec��es 11.7.3.4 e 11.7.3.6)!
- Encher os recept�culos com as iscas n�o venenosas e dispor nos pontos previstos! Oferecer as mesmas ate que sejam aceitadas.
- Controlar diariamente as iscas e voltar a encher se for necess�rio!
- Se a isca n�o tiver sido aceitada depois de alguns dias, deve-se mudar a base aliment�cia ou a posi��o do recept�culo!
- Substituir todas as iscas n�o venenosas pelas venenosas ao mesmo tempo!
- Misturar o fosfuro de zinco com gr�os frescos quebrados ou com farinha grossa numa rela��o de 1:39, ou seja por exemplo:
975 g de gr�os de qualidade + 25 g de fosfuro de zinco
Antes de misturar, adicionar aproximadamente 1% de �leo comest�vel para prevenir o desenvolvimento de p�! (N�o misturar nunca �gua com fosfuro de zinco!). Misturar a isca re�vendo com uma p� de um lado para o outro!
- Colocar placas de advert�ncia nas portas do armaz�m e na entrada �propriedade sinalizando a opera��o de combate em curso, o tipo de veneno utilizado e os riscos subsequentes. Fechar os armaz�ns � chave!
- Controlar diariamente as iscas!
- Anotar na folha de controlo a quantidade de isca consumida (veja-se exemplo na sec��o 11.7.3.7)!
- Substituir as iscas consumidas!
- Parar a opera��o o mais tardar depois de 5 dias, j� que depois desse per�odo os animais come�am a sentir avers�o � isca!
- Recolher todos os recept�culos das iscas!
- Limpar com cuidado todos os materiais que tem entrado em contacto com as iscas e guardar num lugar seguro!
- Queimar ou enterrar os cad�veres dos roedores recolhidos!
- Medidas complement�rias
Continuar a opera��o de combate utilizando os venenos cr�nicos ou colocando trapas!
11.7.3.2 Venenos cr�nicos
- Propriedades
Os roedicidas cr�nicos s�o de efeito retardado. Os roedores morrem sem sentir dor. Por isso, eles n�o desconfiam das iscas e n�o desenvolvem avers�o �s mesmas. Por conseguinte, n�o � necess�rio pr�-iscar. Os animais envenenados morrem nos seus ninhos ou em esconderijos, raramente se encontram cad�veres durante a opera��o de combate.
- Produtos
� Anticoagulantes
Os anticoagulantes prev�m a coagula��o do sangue. Os animais envenendos v�o morrer de uma hemorragia interna. Existem dois grupos diferentes destes venenos:
Anticoagulantes da "primeira gera��o"
Trata-se de roedicidas que levam � morte s� depois de v�rias ingest�es (at� 7). Eles s�o chamados antigoagulantes da "primeira gera��o" devido a que foram os primeiros no mercado. Encontram-se entre esses produtos:
| Mat�ria activa | Nomes comerciais mais comuns |
| Warfarin | Warfarin |
| Ditacinon | Ramik, Difacin |
| Chlorfacinon | Caid, Raviac, Quick |
| Coumatetralyl | Racumin |
| Coumachlor | Tomarin |
| Coumafuryl | Fumarin |
| Pindane | Pival |
Anticoagulantes da "segunda gera��o"
Trata-se de roedicidas que matam os animais logo depois da primeira ingest�o. Por isso, estes produtos entram na categoria dos "venenos agudos com efeito retardado". Eles incluem os produtos seguintes:
| Mat�ria activa | Nomes comerciais mais comuns |
| Brodifacoum | Talon, Klerat, Ratak Super |
| Difenacoum | Ratak |
| Bromadiolon | Rodine, Mak |
| Flocoumafen | Storm |
O Bromadiolon � principalmente utilizado para combater os ratos.
Um ant�doto dos venenos com anticoagulantes � a vitamina K1, a qual se encontra nas plantas. Devido ao facto que os roedores nocivos comem muitos vegetais frescos, � poss�vel que o efeito do veneno fique neutralizado. Isto favorece o desenvolvimento da resist�ncia frenta aos venenos. Em alguns pa�ses j� foram registadas resist�ncias ao produto Warfarin e a outros roedicidas. Devido a que todos os anticoagulantes trabalham essencialmente da mesma maneira, desenvolveram-se resist�ncias cruzadas at� entre os antigoagulantes da primeira e da segunda gera��o.
� Roedicidas com efeito higercalc�mico
O Calciferol (= vitamina D2) provoca uma r�pida calcifica��o dos animais, causando a morte imediata. Alcan�am uma a duas ingest�es do veneno para provocar a morte. O Calciferol � muito efectivo no combate dos ratos e menos efectivo no das ratazanas. Tamb�m pode ser utilizado em combina��o com outros ingredientes, como p.ex. Warfarin.
Existem roedicidas com outro modo de ac��o. O Bromethalin por exemplo, o qual paraliza o metabolismo energ�tico do animal.
- Aplica��o dos venenos cr�nicos
Na aplica��o dos venenos cr�nicos, deve-se prestar aten��o �s medidas de precau��o mencionadas na sec��o 11.8. Proceder da forma seguinte:
- Fazer um plano do armaz�m e dos arredores e marcar os pontos de posicionamento das iscas!
- Assegurar-se de possuir uma quantidade suficiente de iscas (veja-se sec��o 1 1.7.3.5)!
- Preparar suficiente quantidade de iscas com veneno no caso de n�o ter �disposi��o iscas j� prontas para o uso!
Exemplo para a prepara��o de uma isca:
18 partes (900 g) de gr�o quebrado (primeira qualidade)
1 parte (50 g) de veneno
1 parte (50 g) de sal ou a��car
- Dispor as iscas no lugares pr�-determinados!
- Encher o recept�culo com a quantidade de isca necess�ria (veja-se sec��o 1 1.7.3.5)!
- Colocar placas de advert�ncia nas portas do armaz�m e na entrada a propriedade sinalizando a opera��o de combate em curso, o tipo de veneno utilizado e os riscos subsequentes.
- Controlar as iscas cada 2 a 3 dias!
- Durante cada inspec��o, anotar na folha de controlo a quantidade de isca consumida de cada recept�culo!
- Substituir as iscas consumidas!
- Se a isca n�o for aceitada, mudar a base aliment�cia ou a posi��o da mesma!
- Parar a opera��o se depois de 2 a 3 inspec��es sucessivas for verificado que a isca n�o foi consumida!
- Recolher todos os recept�culos ou as iscas pr�-fabricadas!
- Limpar com cuidado todos os materiais que t�m entrado em contacto com as iscas e guardar num lugar seguro!
Medidas complement�rias
- Efectuar diariamente inspec��es dentro do armaz�m e nos arredores para detectar a tempo uma nova infesta��o de roedores!
- Controlar continuamente a situa��o por meio de trapas!
- Ao detectar os primeiros sinais de uma nova infesta��o de roedores, devese come�ar imediatamente a pr�xima opera��o de combate utilizando venenos cr�nicos!
11.7.3.3 Formula��es
Existem diferentes formula��es de venenos agudos e de venenos cr�nicos:
- Formula��es em p�
Estes p�s s�o misturados, dependendo das doses de aplica��o recomendadas, com uma subst�ncia aliment�cia adequada, como por exemplo cereais, para obter uma isca.
- Iscas j� prontas para a utiliza��o
As iscas j� preparadas s�o oferecidas no mercado em diferentes formas e composi��es. Utilizam-se as mesmas particularmente para a aplica��o de veneos cr�nicos. As mais comuns s�o:
� Veneno com cereais: mistura de cereias ou de farinha grossa com veneno
� Blocos de cera: isca prensada sobre uma base de cera com subst�ncias aliment�cias e veneno
- Pos para as pistas
Trata-se de formula��es que s�o repartidas sobre os itiner�rios, nas tocas das ratazanas ou nos buracos dos ratos, ou noutros lugares frequantados pelos roedores. Ao correr sobre esse p�, um pouco do mesmo vai ficar aderido �s patas ou � pelagem. A absor��o do veneno ocorre quando os roedores limpam a sua pelagem lambendo-se. Estes pos podem ser utilizados em combina��o com iscas envenenadas.
- P� sol�vel em �gua
Este veneno � dissolvido em �gua numa rela��o de 1 parte de veneno e 39 partes de �gua, sendo depois oferecido aos animais para beber. Este m�todo s� � recomend�vel nas regi�es �ridas, aonde os roedores dependem de qualquer fonte de �gua dispon�vel.
11.7.3.4 Iscas
� evidente que n�o existe falta de fontes de alimentos para os roedores num armaz�m de cereais. Por conseguinte, as iscas devem competir com as outras fontes de alimentos. Por isso, deve-se prestar aten��o aos crit�rios seguintes:
- Utilizar s� cereais de primeira qualidade para elaborar as iscas! Iscas de baixa qualidade ou preparadas com restos n�o v�o ser aceitadas, ficando comprometido assim o �xito das medidas de combate.
- Utilizar s� alimentos dos quais � sabido que os roedores gostam ou est�o acostumados (n�o utilizar milho numa �rea de produ��o de arroz!).
- As iscas feitas com gr�os frescos quebrados ou farinha grossa s�o mais adequadas que as elaboradas com gr�os inteiros.
- Os roedores preferem as iscas h�midas �s secas. N�o obstante, as iscas nunca devem ter um cheiro mofento ou criar bolor.
- Uma adi��o de a��car ou de sal aumenta a atrac��o das iscas.
- Pode-se experimentar com diferentes tipos de gr�os para obter a isca melhor poss�vel! As iscas com diferentes tipos de gr�os mostraram ser muito adequadas. Os roedores aceitam tamb�m frutas, os bolbos e os tub�rculos. N�o obstante, estes �ltimos presentam o inconveniente de criar bolor mais rapidamente.
- Os ratos preferem as sementes de tamanho pequeno, como por exemplo o milho mi�do.
- N�o elaborar mais iscas das que podem ser utilizadas antes de criar bolor!
- Conservar as iscas de reserva longe do alcance dos roedores!
11.7.3.5 Posicionamento das iscas
Ao trabalhar com roedicidas, deve-se tentar excluir os riscos eventuais para as pessoas, os animais dom�sticos e os animais n�o-alvo. As seguintes regras devem sempre ser observadas:
N�o colocar nunca iscas ao ar livre!
Isso significa que as iscas devem sempre ser cobertas de alguma maneira. Isto concorda com a prefer�ncia dos roedores, os quais gostam de esconderijos. Estes podem ser pranchas de madeira, caixotes de ripas ou tubos de bambu. Natura]mente, o recept�culo mais adequado e a caixa de iscas especialmente elaborada a tal efeito.
As caixas de iscas podem ser elaboradas a partir de uma variedade de materiais adquir�veis localmente. Elas deveriam ter uma entrada e uma saida no lado oposto, j� que os roedores n�o gostam de entrar num lugar completamente escuro. As aberturas deveriam ter um di�metro de aproximadamente 6 a 8 cm para as ratazanas, sendo que 2 a 3 cm s�o suficiente para os ratos.
Deve-se cuidar que a isca n�o absorva humidade nem se seque. As caixas de iscas para o exterior deveriam ter p�s e um tecto imperme�vel como protec��o contra a humidade e a chuva. As ilustra��es seguintes mostram v�rios exemplos de caixas de iscas:
A coloca��o das iscas deve ser efectuada sendo considerados os factores seguintes:
- Cuidar que as iscas n�o se encontrem ao alcance das crian�as ou dos animais!
- Colocar as iscas em lugares frequentados pelos roedores, p.ex. os itiner�rios!
- Colocar as caixas de iscas de tal maneira que as suas entradas e saidas se encontrem perto da parede ou no itiner�rio dos roedores, os quais v�o passar ent�o directamente pela caixa!
- Observar o comportamente especifico das diferentes esp�cies:
No caso dos roedores que n�o vivem dentro do armaz�m (p.ex. a ratazana comun, a ratazana Bandicota bengalensis), devem-se colocar as iscas perto dos muros interiores, � proximidade das portas e nos itiner�rios fora do armaz�m! Uma isca por cada 200 m� � geralmente suficiente. Deveria-se utilizar aproximadamente uma quantidade de isca de 300 g para cada lugar.
No caso das ratazanas pretas, devem ser colocadas iscas adicionais na �rea do telhado! Recomendam-se 3 iscas por cada 200 m� com uma quantidade de 100 - 150 g de prepara��o de isca em cada lugar.
No caso dos ratos, devem ser colocadas v�rias iscas dentro do armaz�m a uma distancia de aproximadamente 2 m uma da outra! Uma quantidade de isca de aproximadamente 50 g para cada ponto � suficiente.
- Deixar as caixas de iscas no mesmo lugar durante toda a dura��o da opera��o de combate! Toda altera��o do posicionamento das mesmas pode comprometer o �xito da opera��o devido � reac��o dos roedores ao objecto novo.
11.7.3.6 Pr�-iscar e a desconfian�a frente as iscas
� essencial pr�-iscar ao utilizar venenos agudos! Devido � reac��o dos roedores ao novo objecto, eles n�o aceitam a isca imediatamente. Primeiramente, um dos animais da comunidade vai experimentar um pouco da isca. Se a isca j� estiver envenenada, a ingest�o n�o vai ser suficiente como para matar o animal, mas ele vai ficar doente. O envenenamento com venenos agudos causa dores. Os animais est�o em condi��es de reconhecer a isca como tendo sido a causa das dores e eles v�o evitar as mesmas no futuro. Al�m disso, eles v�o passar essa informa��o ao resto da comunidade, de maneira que a isca envenenada n�o vai ser aceitada por nenhum roedor e a opera��o de combate ser� um fracasso e dever� ser interrompida. Uma vez que as ratazanas associam a sua doen�a com a isca envenenada, elas desenvolvem uma desconfian�a ou uma avers�o � isca.
Por isso, � muito importante pr�-iscar, ou seja oferecer iscas n�o envenenadas at� que elas sejam aceitadas completamente depois de alguns dias. A partir desse momento, pode-se adicionar o veneno � isca.
11.7.3.7 Registo das opera��es
Toda actividade relacionada com o combate deve ser registada no jornal de armaz�m. Os detalhes deveriam ser alistados numa folha de controlo separada. Registe a data da coloca��o das iscas. A quantidade de isca que foi consumida deveria ser estimada durante as inspec��es. Na base destas infornna��es, poder�o ser tomadas as decis�es seguintes:
� deve-se continuar a opera��o de combate?
� deveriam ser alterados os m�todos de combate?
� foi aceitada a isca?
� Deve-se alterar a posi��o de alguma isca?
Presenta-se a seguir um exemplo de uma folha de controlo:
Folha de controlo para o combate dos roedores
Lugar:
No. de armaz�m/�rea:
Posi��o da isca
No./ref.
Data do controlo
Registos das quantidades de isca consumidas:
| Consumo nenhum: - | Pouco consumo: x |
| Grande consumo: xx | Tudo consumido: xxx |
Pessoa encarregada do tratamento:
Nome:
Data:
Assinatura:
Todas as medidas de precau��o v�lidas para os insecticidas (veja-se sec��es 8.4.1 e 8.4.2) tamb�m s�o aplic�veis para os roedicidas. Deve-se prestar uma aten��o especial aos pontos seguintes:
- Assegure-se que as iscas j� posicionadas n�o se encontrem ao alcance de crian�as ou de animais!
- Avise todas as pessoas que trabalham na �rea tratada ou que vivem nos arredores!
- Coloque placas de advert�ncia nas portas dos armaz�ns e na entrada �propriedade, para atirar a aten��o sobre a opera��o de combate de roedores em curso!
- Utilize sempre luvas de borracha ao trabalhar com roedicidas!
- Escreva nas caixas de iscas e nos lugares de posicionamento claramente as palavras:
"Perigo" "Veneno"
- Informe um m�dico sobre as mat�rias activas utilizadas e entregue ao mesmo a etiqueta ou a noticia de informa��o sobre o produto para que ele possa intervir no caso de envenenamento!
- As pr�ximas advert�ncias devem ser observadas ao tratar com fosfuro de zinco:
� Utilize sempre uma m�scara de protec��o com um filtro de part�culas P3!
� Assegure-se que o fosfuro de zinco n�o pegue humidade para evitar o desenvolvimento de um g�s t�xico (fosfina)!
11.9 Medidas de primeiros aux�lios no caso de envenenamento
As medidas alistadas para o tratamento com insecticidas (veja-se sec��o 8.4.3) tamb�m s�o v�lidas para os roedicidas. Deve-se prestar aten��o especial aos pontos seguintes:
- Roedicidas cr�nicos:
Os venenos deste grupo s�o em princ�pio pouco t�xicos. Uma ingest�o �nica n�o leva a sintomas de doen�a nem ocasiona danos. Apesar disso, deve-se consultar um m�dico no caso de ter d�vidas sobre um poss�vel envenenamento.
No caso de ingest�es repetidas de venenos cr�nicos, pode-se desenvolver uma anemia e at� um estado de choque.
A vitamina K1 (5 - 10 mg) pode ser administrada como ant�doto.
No caso de envenenamentos graves, ser� necess�rio efectuar uma transfus�o de sangue.
- Fosfuro de zinco
No caso de envenenamento com fosfuro de zinco, deve-se levar a pessoa atingida imediatamente ao hospital mais perto!
Os sintomas que acompanham um envenenamento s�o catarro, bronquite, e �s vezes um edema pulmonar. No caso de envenenamento grave: mal-estar, v�mitos (cheiro de carburo), diarreia, desmaio e convuls�es.
Deve-se fazer vomitar imediatamente a pessoa atingida desses sintomas, introduzindo os seus dedos na sua garganta. Administrar depois uma solu��o (0.1%) de permanganato de pot�ssio ou carv�o activo.
Precisa-se do equipamento seguinte para combater os roedores:
- Recept�culos (caixas de iscas), p.ex. latas de sardinhas, com inscri��es de advert�ncia
- Postos de iscas com placas de advert�ncia, materiais e �teis necess�rios para a prepara��o dos postos
- Cereais de primeira qualidade, a��car ou sal e �leo comest�vel para preparar as iscas
- Vassoura
- P�
- Balde de lixo
- Luvas de borracha
- M�scara de g�s com filtro de part�culas P3 (para o fosfuro de zinco)
- Placas de advert�ncia
- Trapas para roedores
- Bebedouro para o caso da aplica��o de prepara��es sol�veis em �gua
- Roedicidas
AN�NIMO (1983) Food Storage Manual, FAO, Rome, 263 p
AN�NIMO (1980) Post-Harvest Problerns, GTZ, Eschbom, 258 pp. + 33 p. ap�ndice
BUCKLE, A.P. & R.H. SMITH, ed. (1994) Rodent Pests and their Control, CAB International, WaQingford, 405 p.
POSAMENTIER, H. & A. VANELSEN, ed. (1984) Rodent Pests and their Biology and control in Bangladesh, Dhaka, 111 p.
WEIS, N., ed. (1981) Rodent Pests and their Control, GTZ, Eschbom
A oferta da GTZ no referente ao per�odo depois da colheita
A GTZ oferece de forma sobreregional as seguintes presta��es de servi�o no referente ao per�odo depois da colheita:
An�lises de sistemas
Os analises dos sistemas depois da colheita, considerando as caracter�sticas de cada pais, desde o momento da colheita at� alcan�ar o consumidor, servem � identifica��o dos pontos fracos desse sector e � planifica��o de medidas para a remo��o dos mesmos. Estes an�lises seguem o principio da participa��o e da interdisciplina desenvolvido pela FAO.
Informa��o e assessoramento
A GTZ oferece materiais de informa��o e extens�o rural para o per�odo depois da colheita em forma de folhetos informativos e livros. Pode-se solicitar urna lista dos t�tulos dispon�veis ao endere�o abaixo mencionado. Os materiais abrangem, entre outros, os seguintes temas:
- Protec��o integrada depois da colheita de cereais, ra�zes e bolbos
- Combate integrado da broca maior de gr�o
- Temas referentes ao meio ambiente, como p.ex. a substitui��o do brometo de metilo ou a redu��o da utiliza��o de insecticidas qu�micos de contacto para a protec��o dos produtos armazenados
- Aspectos s�cio-econ�micos dos sistemas depois da colheita
- Consultas s�cio-culturais, inclusive aspectos referentes ao g�nero
Em conjunto com a FAO, est� sendo elaborado um sistema de informa��es no Internet
Aperfei�oamento
A GTZ oferece em coopera��o estreita com os seus associados, com a DSE-ZEL e com outros servi�os nacionais e internacionais, encontros de aperfei�oamento, nos quais s�o tratadas de forma participativa as mais diferentes dimens�es dos sistemas depois da colheita. No primeiro plano encontram-se, al�m dos temas da t�cnica especializada, tamb�m t�cnicas da transmiss�o participativa de conhecimentos e extens�o rural, aspectos s�cio-culturais e econ�micos e temas referentes ao meio ambiente.
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